Analfabetos Corporais

Olá pessoal!

Saudades de escrever por aqui!!

Passei para dar notícias e dizer que logo voltarei a postar mais textos por aqui.

É que “el maridón” está empenhado nos estudos e dominou o computador aqui em casa. O meu acesso está super restrito e com os minutos contados!rs Além disso, a cria tem solicitado muito minha atenção. E aí não tem como discutir, né! Mamãe baba muito!!rsrs

Hoje li um post que traz uma reflexão muito interessante acerca da criação dessa nova geração de crianças e quero compartilhar com vocês!

Segue abaixo o texto escrito pela querida Kalu. Boa leitura!!

Analfabetos Corporais

As crianças aprendem cada vez mais cedo a escrever e são verdadeiros analfabetos corporais. Vejo cada dia mais crianças que são PHD em jogos digitais e não sabem usar seus corpos. A vida moderna, a insegurança fez com que as crianças tivessem pouca oportunidade de experimentar o corpo. Elas não sobem em árvore, não pulam corda, não andam de bicicleta.

Algumas vezes fazem atividade extra curriculares mas na massa real da vida estão sentadas, no carro. Caminham pouco, nunca andam descalças. Tem dificuldade com bola, com equilíbrio.

E não por acaso são fechadas. Preferem falar por meio de palavras e telas do que olhando nos olhos. Não gostam de toques ou beijos.

O analfabetismo corporal começa com a cesárea eletiva. Essa criança não fez nenhum esforço para nascer. Seu corpo não foi abraçado pelo canal vaginal da mãe. O líquido de seus pulmões foram sugados por uma sonda. Ela não expeliu naturalmente.

A grande maioria não mama no peito e deixa de fazer o esforço da sucção. A comida abundante, adocicada sai fácil. Depois não mastigam porque as papinhas são assim, empapadas.

Não engatinham mas logo cedo aprendem a apertar botões e manejar celulares. Não tem gatos de verdade mas falam com gatinho do celular. Ai ela adora, dizem as mães orgulhosas.

A criança que tem domínio do corpo consegue explorar melhor o mundo. Tem mais criatividade, ousadia. A educação do corpo fortalece também o caráter da criança, pois desenvolve a sua força de vontade, criando nela qualidades como a disposição para enfrentar dificuldades e a perseverança. Segundo Rudolf Steiner, na primeira infância, a individualidade espiritual da criança está trabalhando intensamente por meio de seu corpo através do brincar. Somente no brincar esta individualidade é visível. Brincar é um processo natural, indispensável para a saúde psíquica e emocional da criança. Do Engatinhar ao Escrever, o corpo pontua os caminhos psicomotres que a criança percorre desde o momento em que rola de um lado para o outro, rasteja, engatinha, senta, se equilibra, fica em pé, locomove-se e torna-se apta a explorar o mundo ao seu redor por meio da brincadeira, até conquistar a primeira escrita de letras, considerando todas as conquistas complexas que a levaram a esse sistema simbólico de comunicação humana. Andar e falar são conquistas fundamentais no seu relacionamento com o cosmo e com os outros seres humanos.

Claro que existe o biotipo, mas a criança saudável é a que traz no corpo as marcas da vivência do brincar livre, externo, no mundo.
E seu filho é um analfabeto corporal?

Autor: Kalu Brum

Aqui em casa é assim, ó!!

Yoga & Amamentação
Yoga & Amamentação

Até breve!!

NAMASTÊ.